Nem sempre compreendemos o porquê uma pessoa fortemente afetada pela dependência do álcool ou de outras drogas reluta tanto para buscar ajuda, mesmo quando o uso se tornou um grande problema, provocando, a nosso ver, um grande sofrimento.
Como seres humanos, somos por natureza, adaptáveis às situações vivenciadas.
No caso do dependente, essas adaptações podem levá-lo à acomodação, naturalizando o problema de tal forma que não percebe o tamanho exato do seu sofrimento. Essa conformação às intempéries dificulta a percepção do quanto ele está sendo afetado, e como resultado, torna-se inerte ao problema, não busca ajuda, nem a cura.
O desenvolvimento da dependência é um processo extremamente lento, que ocorre em um período prolongado de tempo. Assim, o sujeito lentamente vai se acomodando ao sofrimento, que demora perceber o quanto está se debilitando física, mental e espiritualmente.
Mesmo que outras pessoas tentem alertá-lo, é comum ele não perceber e negar o quanto está em queda livre.
A família, por sua vez, tenta fazer de tudo para amortecer a queda, sem perceber que essa atitude não impede a progressão da doença, apenas favorece o protelamento do pedido e aceite de ajuda.
Essa acomodação ao drama torna-se uma barreira para o tratamento.
Quem vê de fora percebe claramente o quanto a pessoa está se debilitando, porém, nem sempre esta é a mesma visão do dependente.
Para tentar ajudá-lo precisamos fazê-lo perceber aquilo que recusa aceitar, precisamos fazê-lo enxergar aquilo que não consegue ver.
É necessário que ele se “inconforme” com a situação, ou seja, deixe de se conformar com o sofrimento para descobrir o quanto é prazeroso viver em sobriedade.
A Clínica de Recuperação INSTITUTO BEM ESTAR convida TODOS os membros do país, para acompanharem “A SEMANA #N.A.”.
Como ilustrado acima, o Diretor EDUARDO PILON, Terapeuta FELIPE FREIRE CRT-47.319, Psicóloga ANGÉLICA CRP-6/152876, Psiquiatra Dr. JOSÉ ANTÔNIO CRM-49.846, e toda equipe multidisciplinar desta Instituição, reiteram este convite, uma vez que foi árdua nossa pesquisa e focada no propósito maior e mais relevante: “SALVAR VIDAS”.
obs: maiores esclarecimentos favor entrar em contato. Clique aqui.
Não podemos modificar a natureza do adicto ou da adicção. Podemos ajudar a modificar a velha mentira, que “Uma vez drogado, sempre drogado,” esforçando-nos para tornar a recuperação cada vez mais acessível. Deus ajude-nos a lembrar desta diferença.
Em NA, nós seguimos um programa adaptado de Alcoólicos Anônimos. Mais de um milhão de pessoas se recuperam em AA, a maioria delas tão desenganadas em sua adicção ao álcool quanto nós às drogas.
Somos gratos à Irmandade de AA por nos mostrar o caminho para uma vida nova. Os Doze Passos de Narcóticos Anônimos, conforme adaptamos de AA, são a base do nosso programa de recuperação.
Apenas ampliamos a sua perspectiva. Seguimos o mesmo caminho, com uma única exceção: nossa identificação como adictos inclui toda e qualquer substância que modifique o humor ou altere a mente.
Alcoolismo é um termo limitado demais para nós; nosso problema não é a substancia especifica, é uma doença chamada adicção.
Acreditamos que, como irmandade, fomos guiados por uma Consciência Maior, e somos gratos pela orientação que nos possibilitou construir a partir de um programa comprovado de recuperação.
“O Fruto de um trabalho de amor atinge sua plenitude na colheita, e esta chega sempre no seu tempo certo”.
Narcóticos Anônimos formou-se em julho de 1953, com a primeira reunião no sul da Califórnia.
A Irmandade cresceu desordenadamente, mas logo se espalhou por várias partes dos Estados Unidos. Ficou evidente, desde o início, a necessidade de um livro sobre recuperação para ajudara a fortalecer a Irmandade.
Em 1962, foi publicado o livreto branco, Narcóticos Anônimos. Mas a Irmandade ainda tinha pouca estrutura, e os anos sessenta foram um período de luta.
O número de membros cresceu rapidamente por um tempo, e em seguida, começou a diminuir . Logo ficou clara a necessidade de um direcionamento mais específico.
NA demonstrou sua maturidade em 1972, quando foi aberto, em Los Angeles , um Escritório Mundial de Serviço(World Service Office WSO).
O WSO trouxe a unidade necessária e um senso de propósito para a Irmandade. continua…
Coluna Dependência Química: Férias e feriados … PERIGO!
No verão, a estação mais quente coincide com o período de férias escolares de muitas universidades.
Apesar de ser uma época de pura diversão, assim como nos feriados prolongados, este comportamento pode trazer sérios problemas quando a curtição ocorre sem responsabilidade.
Nestes períodos que envolvem férias e feriados, o número de jovens envolvidos com entorpecentes cresce bastante.
Além do álcool, a droga mais consumida entre jovens, e do lança-perfume – muito disseminado no carnaval -, também têm bastante incidência as drogas sintéticas, como LSD e Ecstasy, entorpecentes que agem diretamente no sistema nervoso central do consumidor.
A dependência de drogas é um dos temas de grande preocupação nacional e internacional, devido não só aos danos causados a saúde individual e coletiva, mas também pelo impacto em toda a sociedade, exigindo para sua prevenção e enfrentamento a adoção de políticas e ações articuladas que visem minimizar as consequências deste tão relevante problema social, bem como conscientizar a população sobre o tema em questão.
Os turistas jovens apresentam níveis consideráveis de problemas durante feriados: violência, acidentes não intencionais, roubo, assédio sexual, entre outros.
Estes aspectos estão relacionados com o consumo de álcool e abuso de drogas durante especialmente a vida noturna quando jovens relatam níveis elevados de embriaguez.
E sendo assim, todos os anos, jovens turistas morrem nos destinos de verão e feriados prolongados, em resultado de violência, acidentes rodoviários, ou outros comportamentos relacionados com o consumo de álcool/drogas ilícitas – por exemplo: saltar da varanda do hotel, intoxicações ou acidentes.
Este tipo de comportamentos transmite uma imagem negativa dos destinos turísticos, a par da disseminação deste fenômeno pelos meios de comunicação social.
Portanto, quanto maior for à quantidade de álcool, vendido e consumido, num curto período de tempo, maior será o número de problemas relacionados com a saúde e segurança: por exemplo, brigas violentas durante a noite.
E o uso de drogas, apesar das sensações de prazer e alívio proporcionadas, sempre resultam em consequências negativas.
Sendo assim, a pessoa que tem problema com a dependência de álcool/drogas passa a ser um escravo da droga de preferência e tende a extravar com maior intensidade justamente em feriados prolongados
É preciso portanto que a pessoa queira mudar de vida e esteja disposta a deixar as drogas.
Mesmo sendo essa decisão pessoal, fica aqui o seguinte alerta: “mesmo sabendo da dificuldade deste enfrentamento, lembre-se que o mais indicado é entrar em um tratamento com psicoterapia, grupos de autoajuda e dependendo do caso, até tratamento psiquiátrico.
Mas fica aqui para que TODOS tenham um feriado prolongado de PAZ.
por Nanci Perez e Raquel Arantes contato@sustentahabilidade.com.br
Para entender por que as pessoas usam, antes é importante entender o que é considerado droga. Drogas são todas as substâncias capazes de causar alterações no corpo, mente e comportamento por causa das modificações que fazem nos processos bioquímicos do nosso organismo.
Embora sempre pensemos que as drogas são aquelas substâncias pesadas, por exemplo, o crack ou cocaína e que são ilícitas e proibidas, na verdade, existem muitas drogas de venda livre, inclusive, medicamentos do nosso dia a dia. Afinal, esses medicamentos são capazes de causar alterações no nosso organismo, que pode ser aliviar uma dor de cabeça, por exemplo.
Porém, existem outras drogas lícitas amplamente comercializadas, capazes de causar dependência química, por exemplo:
Álcool;
Nicotina;
Opioides;
Inalantes e solventes;
Ansiolíticos; e
Antidepressivos.
Algumas dessas drogas são vendidas em mercearias e supermercados, algumas em depósitos de construção e outras em farmácias com receita, porém, são consideradas lícitas.
Por que as pessoas usam drogas?
Existem algumas razões, que listamos aqui, para que as pessoas iniciem o uso das drogas.
Seria por falta de princípios morais?
Muitas pessoas acreditam que o ato de experimentar e se tornar um viciado em drogas é causado principalmente pela falta de princípios morais e de força de vontade, mas não é bem assim.
Para quem é usuário, o uso de drogas, simplesmente, não passa de uma maneira de alterar a consciência e sentir prazer, seja ficando em alerta, ficando muito relaxado ou alterando a realidade.
Além disso, com o passar do tempo, não existirá mais a opção de usar ou não, pois a droga passa a ser uma necessidade, tanto quanto comer ou tomar banho.
Como funciona a dependência química?
É preciso saber separar o uso da dependência.
A dependência é uma doença crônica, que tem como maior característica a busca compulsiva pelo consumo e a dificuldade de controlar o desejo, mesmo com consciência sobre as consequências.
Já o uso é o ato de consumir para sentir os efeitos da droga, porém consegue controlar, sem afetar os relacionamentos e sem a vontade frequente de usar.
O que leva alguém a usar drogas?
Diversos fatores podem levar ao consumo de drogas. Para a maioria das pessoas é uma decisão voluntária, no entanto, o consumo repetitivo pode levar a variações cerebrais que dificultam o autocontrole e a capacidade de resistir aos impulsos, que são muito intensos.
O vício é considerado um transtorno mental, justamente por causar essas mudanças nos circuitos cerebrais do sistema de recompensa, no autocontrole e no estresse.
Essas mudanças acabam perdurando, mesmo muito tempo depois de parar com o uso. Por isso é um distúrbio crônico recorrente.
Para se ter uma ideia, a dependência pode ser muito parecida com outras doenças, por exemplo as cardíacas. Isso porque as duas, dependência e doença cardíaca, alteram o funcionamento de um órgão do corpo humano.
As duas podem trazer sérias consequências prejudiciais à saúde, assim como, podem ser evitadas e tratadas. Ambas podem durar por toda uma vida e levar à morte.
Mas por que experimentar drogas se todo mundo sabe que pode ser um caminho sem volta?
Existem alguns fatores que contribuem para o início o consumo de drogas. Fatores ambientais, familiares e psicológicos.
Dentre esses fatores estão:
Amigos usuários;
Ambiente de pobreza;
Facilidade de comprar;
Rejeição por parte dos pais;
Pais usuários de drogas ou que infringem a lei;
Começar a beber e a fumar precocemente;
Depressão;
Hiperatividade e impulsividade;
Agressividade;
Ser anti-social.
Outras razões para que as pessoas experimentem drogas são:
1. Para se sentir confiante ou relaxado
As drogas podem causar sentimentos intensos de prazer, há uma euforia no início que é seguida por efeitos que dependem da droga utilizada.
No caso da cocaína, por exemplo, após o consumo, a droga costuma causar uma sensação de poder, energia e autoconfiança. Já a heroína, depois do consumo causa sensação de satisfação e relaxamento.
2. Acreditam que a droga ajudará a lidar com circunstâncias ou sentimentos difíceis
Usar drogas pode parecer uma solução para sentir-se melhor e menos ansioso, para quem sofre de ansiedade social, depressão e estresse, por exemplo.
O estresse tem forte influência para o início do uso de drogas, como também para a recaída, no caso, para pessoas que estão se recuperando do vício.
3. Automedicar-se
Muitas pessoas consomem drogas para melhorar o rendimento e o foco, seja no estudo, trabalho, esportes ou acreditando que podem melhorar suas habilidades, de forma geral.
4. Para se encaixar em um grupo de pessoas que consomem
Esse é um perigo ainda maior para adolescentes, porque existe uma maior pressão em seu meio social, assim como nesse período estão mais propensos a agir sem avaliar as consequências.
É importante salientar que muitas pessoas usam drogas e não se tornam dependentes, no entanto, ao pensar isso você corre grandes riscos.
Em sua maioria, as pessoas usam drogas para fugir da sua realidade, acreditando que a droga trará apenas as boas sensações e que serão imunes aos seus efeitos.
Há também o fator genético, que corresponde a 50% do risco de uma pessoa se tornar dependente.
A etnia, presença de outros transtornos mentais e o gênero também influenciam no risco de uso e dependência.
Por que é tão difícil parar de usar drogas?
Você já sabe como funciona a dependência química, mas também é importante saber por que pode ser tão difícil parar de usar drogas.
Infelizmente, parar de usar substancias psicoativas é algo muito complicado. Isso acontece porque não é simplesmente querer, pois, na verdade, as drogas são capazes de alterar a química do cérebro de uma forma tão intensa e poderosa, que pode ser necessária uma força sobre-humana para conseguir parar, principalmente sozinho.
Entenda o que a droga faz no cérebro
O cérebro é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, pois, controla todas as nossas ações, funções e emoções, agindo como um grande computador que recebe e processa todos os dados e estímulos.
As substâncias químicas agem no Sistema Nervoso Central do nosso cérebro, que é um sistema quase tão antigo quanto a humanidade, responsável por receber e processar as informações.
As drogas agem diretamente nesse sistema, no entanto, podemos classificá-las em três categorias, justamente, conforme a maneira que agem nele.
As classificações são: depressoras, estimulantes e perturbadoras.
Drogas depressoras
As drogas depressoras são aquelas que diminuem as atividades do cérebro, deixando o mais lento, desligado e insensível a estímulos. Algumas drogas depressoras, por exemplo, são:
Bebidas alcoólicas;
Antidepressivos;
Soníferos;
Inalantes.
Drogas estimulantes
As drogas estimulantes causam o contrário das depressoras, aumentando a atividade do órgão. O usuário fica em alerta, com disposição e sensação de resistência. Algumas drogas estimulantes, por exemplo, são:
Cocaína;
Crack;
Cafeína;
Nicotina;
Merla.
Drogas perturbadoras
As drogas perturbadoras são aquelas que causam distorção nas atividades cerebrais. Os principais efeitos são a distorção do tempo, espaço e realidade em geral, podendo causar alucinações e confundir os cinco sentidos. Algumas drogas perturbadoras, por exemplo, são:
Maconha;
Ecstase;
LSD.
Elas são viciantes por causa do sistema nervoso central
As drogas são difíceis de largar porque viciam, ou seja, tornam as pessoas dependentes de seus efeitos. Como você já sabe, as drogas agem diretamente no sistema nervoso central, o sistema responsável por receber e processar as informações.
Desta forma, sempre que esse sistema recebe os estímulos da droga, causa um enorme prazer. No entanto, logo logo vai querer novamente. Então, a pessoa passa a pensar bastante na droga e acaba consumindo de novo e de novo.
O problema é que quando começa a consumir uma droga com frequência, o sistema fica mais insensível a ela, ou seja, não vai causar o mesmo efeito que causou na primeira vez. Isso faz com que o usuário consuma com uma frequência maior ou numa quantidade maior para recuperar as primeiras sensações.
Então, nesse momento já são dependentes.
Se a pessoa se sente bem, por que faz mal?
O problema do uso contínuo de drogas é a alteração na química do cérebro. Com o passar do tempo, a necessidade pela droga passa a sobrepor todas as outras necessidades, incluindo comer, beber e dormir.
Normalmente, a dependência tem mais problemas de saúde associados, como doenças pulmonares, cânceres, problemas de saúde mental e doenças cardíaca.
A longo prazo, existem outras condições. Como os opióides, que podem levar à morte por overdose e inalantes destroem as células nervosas na medula espinhal ou no cérebro.
As drogas coexistem com as doenças mentais, muitas vezes doenças como depressão, ansiedade e esquizofrenia podem vir antes ou serem desencadeadas e pioradas pelo uso de drogas, principalmente em pessoas vulneráveis.
Um plano de prevenção de recaídas é uma maneira de identificar e reduzir os riscos associados à recaída, o que ajuda as pessoas a permanecerem em recuperação por períodos mais longos.
Aprender como fazer um plano de prevenção de recaídas e passar pelo processo de criação de um plano de prevenção de recaídas pode ser a diferença entre períodos mais longos de sobriedade e recaídas repetidas.
O que é um plano de prevenção de recaídas?
Um plano de prevenção de recaídas é uma ferramenta vital para qualquer pessoa em recuperação. Ter um plano ajuda a reconhecer seus próprios comportamentos pessoais que podem apontar para uma recaída no futuro. Ele também descreve maneiras de combater esses comportamentos e voltar aos trilhos.
Na maioria das vezes, um plano de prevenção de recaídas é um documento escrito que uma pessoa cria com sua equipe de tratamento e compartilha com seu grupo de apoio. O plano oferece um curso de ação para responder a gatilhos e desejos.
A recaída geralmente não é um evento do momento. Normalmente , é um processo de três partes , incluindo:
Recaída emocional
Recaída mental
Recaída física
Com um plano de prevenção de recaídas, é possível reconhecer e agir sobre certos sentimentos e eventos, evitando uma recaída física (que é o estágio em que alguém volta ao uso de drogas ou álcool).
Etapas para criar um plano de prevenção de recaídas
Embora você possa criar um plano de prevenção de recaídas por conta própria, pode ser útil percorrer o processo com alguém que tenha conhecimento do tópico, como um conselheiro de abuso de substâncias.
Os planos de recaída podem ser verbalizados, mas também podem ser escritos para ter um esboço mais claro de quais medidas a serem tomadas, caso uma recaída pareça ser uma possibilidade.
Independentemente disso, é importante considerar os seguintes itens ao criar um plano de prevenção de recaídas.
1. Avalie sua história com drogas e álcool
Algumas perguntas a serem feitas ao criar um plano de prevenção de recaídas incluem:
Houve algum tempo em que você estava mais propenso ao uso de substâncias?
Foi fator específico alguma ou algumas pessoas nas vezes que você usou ?
Quais padrões de pensamento aumentam a probabilidade de você usar?
Por que você teve uma recaída antes?
Determinar o que causou uma recaída anterior é vital para evitá-las no futuro.
2. Determine quaisquer sinais que possam levar à recaída
Tente fazer um brainstorming de uma lista de cenários que podem levar a uma possível recaída e listar os sinais de alerta da recaída.
Algumas pessoas começam a sentir, pensar ou se comportar de maneira diferente quando uma recaída está se formando.
Criar uma lista de sinais de alerta pode dar a uma pessoa mais informações sobre sua recaída. Compartilhar a lista com a equipe de tratamento pode fornecer as informações necessárias para evitar recaídas do paciente.
3. Estabelecer um plano de ação
Crie um plano de ação de prevenção de recaídas para o que fazer em vez de recorrer a drogas ou álcool. Por exemplo, se passar por um rompimento pode levar a uma recaída, pense em outras saídas para sua dor e frustração.
Em vez de beber ou usar, planeje participar de uma reunião de suporte ou ligue para um membro da família ou amigo próximo imediatamente.
Quanto mais específico for o seu plano de ação, melhor, pois isso significa que você terá menos chances de chegar perto de uma recaída.
Saiba para quem você ligará primeiro, o que irá pedir a eles, e se comparecerá a uma reunião ou retornará à reabilitação.
Quanto mais detalhado for esse plano, maior a probabilidade de você voltar aos trilhos rapidamente. Certifique-se de que as pessoas incluídas no seu plano tenham o conhecimento necessário, caso precise da assistência deles.
O que incluir em um modelo de plano de prevenção de recaídas
Embora os planos de prevenção de recaídas sejam exclusivos para cada indivíduo, existem componentes específicos que são úteis para incluir em um plano final.
1. Gatilhos
Primeiro, liste as pessoas, lugares e coisas que têm o potencial de levar a uma recaída. Os gatilhos de recaída são tudo o que pode levar ao uso de drogas ou a beber novamente.
Pode não ser possível listar todos os gatilhos em potencial e, às vezes, você não o conhecerá até que ele já esteja na sua frente. As seguintes perguntas podem ser úteis ao identificar gatilhos:
Quem eu poderia ver que me lembraria o uso de drogas?
Em que lugares usei drogas que poderiam me desencadear?
Que pensamentos viciantes poderiam me fazer recair?
O que posso fazer se não puder evitar coisas que me desencadeiam?
Aniversários ou épocas do ano desencadeiam recaídas?
Que sentimentos estão ligados à recaída?
2. Como gerenciar os desejos
A frase “ desejos “ é usada para se referir ao sentimento que alguém tem quando deseja usar novamente. Às vezes, os desejos podem levar a uma recaída. No entanto, se você tiver um plano sólido para enfrentar esses desejos, uma recaída não estará no radar.
Compile uma lista de quem você pode chamar se sentir desejos, o que você pode fazer para se distrair dos desejos e como você pode parar completamente um desejo.
O uso de substâncias é uma habilidade negativa de enfrentamento, portanto, habilidades saudáveis de enfrentamento evitarão recaídas e resultarão em resultados positivos a longo prazo.
3. Ferramentas preventivas
Compile uma lista de ferramentas de prevenção de recaídas que foram úteis em sua recuperação. Pense no que você pode fazer em vez de usar e como essas atividades podem levá-lo de volta ao caminho certo. Alguns exemplos de tais ferramentas incluem:
Escrevendo uma lista de consequências caso você recaia
Participando de uma reunião de suporte
Exercício
Diário
Escrever uma lista de gratidão
As pessoas também podem ser ferramentas preventivas. Entrar em contato com as pessoas de apoio em sua vida pode ter um tremendo impacto nos desejos e recaídas.
4. Grupos e Programas de Suporte
Ao enfrentar uma recaída, pode ser útil reinvestir energia e tempo em grupos de apoio . Pode-se revisitar as 12 etapas e avaliar seu lugar. É também aqui que um patrocinador entra em jogo.
Se você tem um patrocinador, ele deve ser uma das primeiras pessoas a quem recorrer, se você sentir que uma recaída é uma possibilidade. Como eles provavelmente estão no seu lugar, eles podem ter algumas idéias e sugestões.
Muitas opções de grupos de suporte existem fora do modelo de 12 etapas , portanto, não deixe que experiências ruins atrapalhem sua recuperação. Explore novas opções para se conectar com novas pessoas que entendem as lutas do vício.
5. Mudanças no estilo de vida
Os planos de prevenção de recaídas podem incluir maneiras pelas quais você espera alterar o vício em danos causado em sua vida. Separar esses danos em áreas como relacionamentos, questões jurídicas, questões financeiras ou educação pode ajudá-lo a recuperar o insight do motivo pelo qual decidiu ficar sóbrio em primeiro lugar e a motivar a fazer escolhas positivas.
Com o passar do tempo, pode ser importante revisar seu plano de prevenção de recaídas. Os componentes que você reconheceu em seu plano no início de sua reabilitação em centro de recuperação para dependentes químicos têm o potencial de mudar e se desenvolver ao longo do tempo, assim como as pessoas em seu sistema de suporte.
Isso pode ser feito sozinho ou com um profissional. As necessidades de cada indivíduo variam, por isso é importante avaliar onde você está em sua recuperação e ser honesto consigo mesmo .
Terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma forma de psicoterapia que se baseia no conhecimento empírico da psicologia.
Ela abrange métodos específicos e não-específicos (com relação aos transtornos mentais) que, com base em comprovado saber específico sobre os diferentes transtornos e em conhecimento psicológico a respeito da maneira como seres humanos modificam seus pensamentos, emoções e comportamentos, tem por fim uma melhoria sistemática dos problemas tratados.
Tais técnicas perseguem objetivos concretos e operacionalizados (ou seja, claramente definidos e observáveis) nos diferentes níveis do comportamento e da experiência pessoal e são guiadas tanto pelo diagnóstico específico do transtorno mental como por uma análise do problema individual (ou seja, uma descrição das particularidades do paciente).
Nesse contexto representa um papel importante uma análise aprofundada dos fatores de vulnerabilidade (predisposições), dos fatores desencadeadores e mantenedores do problema. A combinação dessas duas vias permite atingir um relativo equilíbrio entre o método padronizado (determinado pelo diagnóstico) e as características individuais do paciente (que determinam a análise do problema). A terapia cognitivo-comportamental encontra-se em constante desenvolvimento e exige de si mesma uma comprovação empírica da sua efetividade.